A reforma tributária e o CIB inauguram um cenário que também afeta o processo de sucessão familiar. Nos próximos anos, espera-se que inventários, partilhas e transmissões de bens passem a ser ainda mais detalhados, fiscalizados e onerosos. O Estado terá mais capacidade de identificar e valorar imóveis, confrontar informações e exigir regularização prévia antes de liberar transferências.
A holding patrimonial oferece uma alternativa muito superior ao inventário tradicional. Com ela, os imóveis não precisam ser transferidos individualmente na sucessão; o que é transmitido são as quotas da empresa, um processo mais ágil, econômico e menos suscetível a disputas familiares.
Além disso, a holding permite:
Doação com reserva de usufruto, garantindo que os pais mantenham controle vitalício.
Definição de regras de governança, reduzindo conflitos entre herdeiros.
Proteção contra dilapidação patrimonial, especialmente em casos de casamentos, divórcios e partilhas.
Redução significativa de custos em relação ao inventário tradicional, cujo valor pode ser expressivo quando envolve imóveis de alto valor.
Com a reforma e a criação do CIB, os custos e exigências para regularização patrimonial tendem a aumentar. Isso torna o planejamento sucessório antecipado ainda mais relevante. Famílias que deixarem para estruturar sua sucessão após 2026 podem enfrentar um ambiente mais rígido, com maior carga tributária e menos flexibilidade operacional.
